A percepção do maringaense sobre o Legislativo municipal atravessa um período de forte descrença. Segundo levantamento da Ágili Pesquisas, encomendado pela Jovem Pan Maringá e pelo site Maringá News, a reprovação aberta ao trabalho dos vereadores (soma de “ruim” e “péssimo”) já atinge 33,5% dos eleitores.
O cenário é de isolamento: enquanto a rejeição sobe, a avaliação positiva encolhe, evidenciando um distanciamento entre a Casa de Leis e o cidadão.
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Os números da desaprovação
A pesquisa, realizada com 616 entrevistados entre os dias 21 e 23 de janeiro, revela que a classificação “péssimo” saltou de 18,6% (em outubro) para 22,4% agora.
- Ótimo/Bom: 16,1% (queda em relação aos 18,2% de outubro).
- Regular: 39,7%.
- Ruim/Péssimo: 33,5%.
- Não sabe/Não respondeu: 10,8%.
Homens e adultos lideram as críticas
O perfil do eleitor mais crítico é bem definido. Os homens são significativamente mais rigorosos que as mulheres: 29,9% deles classificam o trabalho como “péssimo”, contra 15,8% do público feminino.
Por faixa etária, o ápice da rejeição está entre adultos de 45 a 59 anos, onde a nota “péssimo” chega a quase 34%. No extremo oposto, os jovens de 16 a 24 anos são os mais indiferentes: 51% consideram a atuação apenas “regular” e apenas 6,7% avaliam como “péssima”.
Gastos e falta de visibilidade
O momento político da Câmara contribui para o desgaste. A atual legislatura encerra seu primeiro ano sob holofotes nem sempre positivos, marcados por:
- Aumento do número de cadeiras (23 vereadores).
- Criação de 25 novos cargos de assessoria.
- Questionamentos sobre gastos com diárias e contratações.
Análise: O índice de 39,7% de avaliação “regular”, somado aos quase 11% que não souberam opinar, sugere que metade da cidade não percebe o impacto real das leis ou da fiscalização parlamentar no cotidiano.
Desafio para 2026
Com uma margem de erro de 4 pontos percentuais, a Câmara de Maringá inicia o ano com o desafio de reverter a imagem de “gastança” e provar sua relevância para o contribuinte. Em um ano de debates políticos intensos, o Legislativo caminha para um isolamento perigoso se não reconectar suas prioridades às demandas da população.
(Com informações de Paulo Caetano/Jovem Pan Maringá)


