Com o Programa Maringá Lixo Zero, a Prefeitura passa a adotar uma nova abordagem para a gestão de resíduos, com foco em soluções inovadoras e sustentáveis para o futuro da cidade. Dentro da iniciativa, o município trabalhará para reduzir a quantidade de resíduos destinados ao aterro sanitário, ampliando o reaproveitamento e a valorização desses materiais, conceito conhecido como “Aterro Zero”. A proposta está alinhada aos princípios da economia circular, que busca minimizar o desperdício e manter os recursos em uso pelo maior tempo possível.
“O programa representa mudanças significativas e inovadoras na forma de manuseio e destinação dos resíduos, ao superar o modelo linear tradicional e avançar para uma lógica circular, baseada na reutilização e na valorização dos materiais. Essa mudança contribui para a redução dos impactos ambientais e pode, inclusive, gerar oportunidades econômicas”, destaca o prefeito Silvio Barros.
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O primeiro passo do programa já foi lançado. O município está com edital de chamamento aberto até 14 de abril para identificar interessados em apresentar soluções tecnológicas voltadas ao tratamento de resíduos domiciliares e à redução da destinação final ao aterro sanitário. Os interessados podem apresentar, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), tecnologias consolidadas ou com maturidade tecnológica comprovada, compatíveis com o contexto da gestão municipal de resíduos e em conformidade com a legislação vigente. Confira o edital completo abaixo.
“O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) permite que o município conheça e avalie soluções tecnológicas que já foram aplicadas em outros locais ou que estão em fase avançada de desenvolvimento. A partir disso, podemos verificar o que se encaixa melhor na nossa realidade, sem qualquer obrigatoriedade de contratação neste momento”, explica o diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), José Roberto Behrend. Segundo ele, as propostas que atenderem aos requisitos estabelecidos serão analisadas pelo município e poderão subsidiar avaliações e eventuais incorporações futuras. O PMI avalia 24 critérios técnicos, ambientais, operacionais e econômicos.
A redução da quantidade de resíduos destinados ao aterro gera impacto positivo direto para o meio ambiente e para a saúde pública, além de contribuir para a redução de custos ao município. Atualmente, Maringá destina cerca de 350 toneladas por dia de resíduos domiciliares ao aterro sanitário, o que representa uma média de 0,81 quilo por habitante por dia. Desse total, uma parcela significativa apresenta potencial de reaproveitamento, recuperação ou valorização por meio de tecnologias adequadas. Em 2025, o custo anual do município com a destinação de resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário foi estimado em aproximadamente R$ 18 milhões.

