Nesta terça-feira, 13, a Prefeitura de Maringá avançou com dois projetos inovadores e que transformarão a cidade. O município lançou o Programa Maringá Lixo Zero, passo fundamental para reduzir a quantidade de resíduos destinada ao aterro sanitário, e a consulta pública do edital de concessão de serviços no Parque do Ingá, preservando o caráter ambiental da unidade de conservação e mantendo a entrada gratuita, para entregar um espaço ainda melhor aos maringaenses.
A cerimônia de lançamento dos projetos, que marcam a história de Maringá, ocorreu na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e contou com a presença do secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, do diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza, do prefeito Silvio Barros, entre outras autoridades.
Programa Maringá Lixo Zero
Para o prefeito Silvio Barros, o Programa Maringá Lixo Zero representa uma mudança fundamental na forma como o município lida com os resíduos. “Estamos lançando um edital para que empresas que já tenham soluções tecnológicas possam apresentar propostas capazes de transformar o lixo em insumos industriais e implementar, de fato, a economia circular. Queremos eliminar, de uma vez por todas, a necessidade de enterrar lixo e servir de referência para outras cidades, com o apoio integral do Governo do Estado, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do IAT”, afirmou.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, ressaltou que Maringá assume protagonismo ao avançar simultaneamente nas áreas ambiental e urbana. “A questão do lixo coloca Maringá em posição de liderança em inovação absoluta. A ideia é ir além de tudo o que Curitiba já fez, inclusive com ecopontos, reciclagem e compostagem pública. Livrar a cidade do enterro do lixo significa liberar recursos que hoje são gastos com aterros para investir em outras ações ambientais e tecnológicas”, afirmou.
O edital do Programa Lixo Zero tem como objetivo qualificar tecnologias inovadoras para que o município possa verificar as melhores soluções de gestão de resíduos para uma futura contratação. A ideia é implantar o conceito de ‘Aterro Zero’, ou seja, reduzir a quantidade de resíduos destinada ao aterro, gerando mais economia e sustentabilidade. Atualmente, o município destina 350 toneladas por dia de resíduos domiciliares ao aterro sanitário, o que representa uma média de 0,81 kg por habitante por dia. Desse volume, uma parcela significativa apresenta potencial de reaproveitamento, recuperação ou valorização por meio de tecnologias adequadas.
A destinação integral dos resíduos ao aterro sanitário contribui para a geração de passivos ambientais, para a emissão de gases de efeito estufa e representa impacto financeiro relevante associado à disposição final. Em 2025, o custo anual do município com a destinação dos resíduos sólidos urbanos em aterro sanitário foi estimado em aproximadamente R$ 18 milhões. O valor contratual vigente para a destinação final no aterro é de R$ 173,92 por tonelada.
Conforme prevê o edital, os interessados deverão apresentar, via Sistema Eletrônico de Informações (SEI), tecnologias consolidadas ou com maturidade tecnológica comprovada, compatíveis com o contexto da gestão municipal de resíduos e em conformidade com a legislação. As manifestações de interesse deverão ser apresentadas no prazo de 60 dias após a publicação do edital, em formato de relatório técnico, acompanhadas de documentos, evidências e anexos que permitam a análise técnica completa da solução tecnológica proposta. O formato e os elementos das propostas poderão ser consultados no edital de chamamento.
“Reduzir a quantidade de resíduos destinados ao aterro representa investir em mais qualidade ambiental para a nossa cidade, além de garantirmos mais economia, com a redução dos custos investidos atualmente na destinação dos resíduos”, afirmou o diretor-presidente do IAM, José Roberto Behrend.
O presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), Leonardo Sperandio, ressaltou a importância do programa Maringá Lixo Zero. “A iniciativa representa um marco na construção de políticas públicas ambientais mais eficientes, com impacto positivo no presente e no futuro, reforçando o compromisso para que essa política se consolide de forma sólida em Maringá”, declarou.
“O trabalho pelo lixo zero é muito importante. E esse assunto inclui a reciclagem, que foi muito trabalhada no início dos anos 2000 e hoje esfriou. Precisamos desse resgate. Além disso, a concessão do parque, para cuidar de verdade, é muito positiva”, disse o deputado estadual Evandro Araújo.
Concessão do Parque do Ingá
Durante o evento, também foi lançada a consulta pública do edital de concessão do Parque do Ingá. A concessão abrangerá exclusivamente os serviços de limpeza, segurança, manutenção e turismo ambiental. A entrada no Parque do Ingá continuará gratuita e todas as ações relacionadas à conservação da biodiversidade permanecerão sob responsabilidade da Prefeitura. A concessionária poderá operar atrativos de lazer, alimentação, comércio, educação, cultura, eventos e publicidade que serão geradores de receita.
A concessão faz parte de uma tendência nacional de grandes parques brasileiros, como o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Vila Velha, que são administrados por empresas. “O que todos nós queremos é um Parque do Ingá revitalizado, onde as pessoas possam não apenas contemplar, mas também desfrutar do espaço. A consulta pública abre caminho para uma concessão voltada às atividades turísticas, com investimentos em diversas frentes. A grande diferença em relação a outros parques brasileiros é que, em Maringá, ninguém vai pagar para entrar”, destacou o prefeito Silvio Barros.
Para o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, o modelo adotado é positivo e sustentável. “Essa concessão é um trabalho que também queremos ampliar no Estado. Trata-se de um modelo saudável, que não prevê cobrança de ingresso, valoriza o espaço público e, ao mesmo tempo, gera emprego e renda para a população”, afirmou.
O Parque do Ingá possui área total de 474.300 metros quadrados, dos quais 257.021 metros quadrados serão objeto da concessão. Durante a consulta pública, a comunidade terá acesso à documentação completa e poderá apresentar contribuições ou esclarecer dúvidas sobre o modelo de concessão. As contribuições poderão ser enviadas por meio de formulário online (clique aqui para acessar). A consulta pública estará disponível por 20 dias úteis, até 1º de fevereiro de 2026.
O edital estabelece investimentos obrigatórios a serem realizados pela concessionária, distribuídos ao longo do tempo. A concessionária deverá reformar os sanitários e a lanchonete, revitalizar o playground infantil e requalificar os sistemas de trilhas. Além disso, o projeto contempla uma série de novas intervenções voltadas à qualificação da experiência do visitante e à valorização do espaço. Entre os investimentos estão a requalificação da praça de acesso do portão 1; a ampliação da entrada do portão 2, com a reforma do prédio existente para implantação de uma lanchonete e/ou café, além de um quiosque de souvenirs; e a implantação de um Restaurante e/ou Café Locomotiva nas proximidades da locomotiva histórica localizada junto à entrada principal.
O edital também prevê a implantação de uma central de atendimento ao turista, central de segurança e sede administrativa, bem como um serviço de transporte interno com o “Trenzinho do Ingá”, conectando os principais atrativos do Parque. Estão previstas ainda a implantação de três decks de mirante voltados para o lago e a criação de espaços temáticos permanentes, destinados à educação ambiental, à contemplação da biodiversidade e ao estímulo à preservação de espécies nativas.
Entre os atrativos de lazer e aventura, destacam-se a implantação e operação de duas tirolesas principais, com extensão estimada de 120 metros cada, além de arvorismo com até 200 metros de extensão e percurso de aventura, entre outros equipamentos. A infraestrutura de segurança deverá contemplar, obrigatoriamente e no mínimo, a instalação de 12 câmeras de monitoramento. A concessionária também deverá implantar e manter sistemas de comedouros e bebedouros destinados à fauna silvestre do Parque do Ingá.
Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), José Carlos Barbieri, a iniciativa fortalece o desenvolvimento local. “Estar próximo da Prefeitura e do poder público, pensando a cidade como um ambiente favorável aos negócios, nos permite crescer, gerar emprego e renda e contribuir com o desenvolvimento de Maringá”, afirmou.
A presidente da Câmara de Maringá, vereadora Majô, destacou o alinhamento dos projetos com o histórico de planejamento urbano do município. “Maringá é reconhecida pelo seu planejamento urbano e exige que trabalhemos conceitos como o lixo zero. Muitas das grandes obras da cidade vêm de gestões visionárias como esta. Fico feliz de vivermos esse momento, com uma gestão comprometida com o futuro de Maringá”, concluiu.
Presenças – Também estiveram presentes a vice-prefeita de Maringá, Sandra Jacovós; a primeira-dama e presidente do Pra Somar, Bernadete Barros; secretários municipais de Maringá; os vereadores de Maringá Luiz Neto, Akemi Nishimori, Angelo Salgueiro, Guilherme Machado e Pastor Sandro; o superintendente da Secretaria das Cidades, Ricardo Maia; o diretor da Cocamar, Osmar Liberato; a presidente do Instituto Acim, Nádia Felippe; o diretor de Regulação e Fiscalização da Oscipar, Rogel Martins Barbosa; o presidente da Funverde, Cláudio José Jorge; o prefeito em exercício de Japurá, Rafael Valim; o vereador de Ivatuba, Cássio Duarte; entre outras autoridades e representantes da sociedade.









