O empresário e ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tornou-se sócio de poços de exploração de petróleo na Venezuela. A informação, publicada originalmente pelo jornal O Globo, aponta que o modelo de negócios foi estruturado há cerca de dois anos e os investimentos realizados pelo empresário já somam aproximadamente US$ 150 milhões.
Essa revelação surge em meio a um cenário de forte turbulência jurídica e financeira envolvendo o executivo e as instituições sob seu controle.
Caso Banco Master: fraude estimada em R$ 12 bilhões
A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de supostas irregularidades na emissão e negociação de créditos financeiros considerados fraudulentos. Segundo as autoridades, as fraudes podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
O agravamento das suspeitas levou o Banco Central (BC) a decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro, uma medida rigorosa motivada por problemas de liquidez e violações de normas do sistema financeiro nacional.
Operação Compliance Zero e a disputa no STF
A crise ganhou contornos criminais com a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro em um aeroporto de São Paulo. Atualmente, o empresário responde ao processo em liberdade, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
No âmbito jurídico, o caso agora envolve um embate entre o Banco Central e o Supremo Tribunal Federal (STF):
- Acareação: O ministro Dias Toffoli determinou uma audiência de acareação por videoconferência entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do BC.
- Questionamento do BC: O Banco Central acionou o STF para esclarecer se seu diretor será ouvido como testemunha ou investigado, o que altera seus direitos processuais. Além disso, a autoridade monetária questiona a urgência do procedimento, que foi marcado para ocorrer durante o recesso judiciário.
O que é a liquidação extrajudicial?
Para o leitor do Saiba Já News entender o impacto: esse regime interrompe todas as operações do banco. O BC nomeia um liquidante para vender os ativos da instituição e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é acionado para reembolsar os credores elegíveis, dentro dos limites da lei.



