WASHINGTON – A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu, nesta sexta-feira, uma série de alertas críticos às companhias aéreas que operam rotas sobre a América Central e partes da América do Sul. A agência cita riscos iminentes decorrentes de atividades militares e possíveis interferências em sinais de GPS.
Os avisos aos aviadores (NOTAMs) abrangem o espaço aéreo do México, países da América Central, Equador, Colômbia e setores do leste do Oceano Pacífico. Segundo a FAA, as restrições entraram em vigor hoje e têm duração prevista de 60 dias.
Escalada de tensões na região
A medida ocorre em um momento de extrema volatilidade geopolítica. O governo de Donald Trump intensificou a presença militar no sul do Caribe, culminando em uma operação de larga escala que resultou no ataque à Venezuela e na prisão do presidente Nicolás Maduro.
O cenário de incerteza se estende a outros países:
- Colômbia: O presidente Trump não descartou novas ações militares no território colombiano.
- México: Na última semana, o republicano afirmou que cartéis de drogas estão “comandando o país” e sugeriu ataques a alvos terrestres em solo mexicano para combatê-los.
Segurança aérea em xeque
A coordenação entre a FAA e as Forças Armadas tem sido intensa. Bryan Bedford, administrador da FAA, confirmou à Reuters que houve um alinhamento estratégico antes da incursão na Venezuela. No entanto, o histórico recente preocupa o setor aéreo:
- Restrições no Caribe: Após a operação em solo venezuelano, a FAA bloqueou voos em toda a região, causando o cancelamento de centenas de rotas comerciais.
- Risco de Colisão: No mês passado, um Airbus da JetBlue (Voo 1112), que partiu de Curaçao rumo a Nova York, precisou realizar manobras evasivas para evitar uma colisão com um avião-tanque da Força Aérea dos EUA perto da costa venezuelana. O jato militar operava com o transponder desligado, tornando-se invisível aos sistemas de radar civis.
Impacto para o Passageiro
Com os novos alertas de 60 dias, especialistas preveem alterações em rotas, possíveis atrasos e um aumento no monitoramento de segurança por parte das empresas aéreas. A recomendação é que passageiros com viagens planejadas para esses destinos consultem o status dos voos diretamente com as companhias.
Fonte: Redação Saiba Já News, com informações de agências internacionais.



