A Câmara de Vereadores de Sarandi iniciou o ano legislativo de 2026 com uma pauta polêmica. Na sessão ordinária desta segunda-feira, 2, o plenário aprovou, em primeira discussão, projetos que aumentam o número de cadeiras no Legislativo, elevam os subsídios dos parlamentares e do Executivo, além de retomarem o pagamento de diárias.
Mais cadeiras e salários altos para 2029
Uma das medidas centrais é a proposta de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM), que amplia de 10 para 13 o número de vereadores em Sarandi. A mudança passará a valer para a legislatura 2029–2032.
Além do aumento de vagas, os parlamentares garantiram um reajuste significativo nos ganhos da próxima legislatura:
- Subsídios: Aumento de 50%, saltando de R$ 11,1 mil para R$ 16,7 mil.
- Benefícios: Criação de 13º salário e férias para os vereadores.
- Votação: O projeto recebeu sete votos favoráveis e três contrários.
Reajuste para o Executivo e retorno das diárias
O “pacote” aprovado também impacta os salários da Prefeitura de Sarandi a partir de 2029. Confira os novos valores:
- Prefeito: De R$ 27,3 mil para R$ 31 mil.
- Vice-prefeito: De R$ 13,9 mil para R$ 19 mil.
- Secretários: De R$ 10,8 mil para R$ 15,9 mil.
Outro ponto que gerou debate foi a retomada do pagamento de diárias aos vereadores, benefício que estava extinto desde 2019. A proposta foi aprovada com folga, recebendo oito votos favoráveis.
A oposição aos projetos
Apesar da aprovação da maioria, houve resistência no plenário. Os vereadores Aparecido Bianco (PT) e Thay Menegazze (PL) foram os únicos a votar contra todos os projetos principais da pauta, posicionando-se de forma contrária ao aumento de gastos com a máquina pública.
Como as matérias foram aprovadas em primeira discussão, elas ainda devem passar por novas votações antes de serem sancionadas.

